Contém spoilers.
O episódio já começou com foco nas paranóias que assombram a
mente de Lizzie. Ela é despertada por Tom, todo descabelado e barbudo, com uma
arma apontada para a mesma. Tom tenta alertá-la novamente sobre as reais
intenções de Red para com ela e questiona o porquê de ele não ter dado nenhuma
explicação sobre o incêndio, ou mesmo tocar no assunto a fundo, quando
questionado pela
agente Keen. Red entra no quarto, e após matar Tom questiona a
Lizzie sobre o que ela quer? O que ela realmente quer? E é perceptível que a
agente se sente incomodada e com um pouco de receio em relação a figura de Red
e ao questionamento.
Mas apesar de impressionante, isso tudo não passou de um
sonho da Keen. O que nos faz ficar mais preocupados com o psicológico da
personagem, que até então, afirma estar bem.
O plot central do episódio “Dr. James Covington”, que é o de
tráfico de órgãos, inicialmente não foi uma grande novidade, afinal, esse tema
é bem explorado tanto pelo cinema, quando por séries, mas foi graças aos pontos
abordados diferenciados e algumas revelações que o episódio conseguiu me prender
a trama. O Dr. James Covington usava os métodos errados, para uma finalidade
certa e mostrou uma pequena redenção ao demonstrar que nem tudo que vemos é
como realmente aparenta. O episódio em si não foi um daqueles marcantes, que
irá ficar gravado na memória após o término da temporada, muito menos o Dr. Covington
se tornou um dos vilões que deixarão saudades, mas teve seu mérito, devo
admitir.

Vemos nesse episódio como Red nunca dá um ponto sem nó, seja
tramando uma emboscada para saber quais de seus parceiros seriam fiéis e não sucumbiriam
diante de propostas feitas por um de seus maiores inimigos, ou se livrando de
pessoas que podem atrapalhar seus negócios, seja direta ou indiretamente, com a
ajuda inocente do bom e velho FBI. Assim como vimos na primeira temporada inteira,
tudo gira em torno de Reddington.
Voltando as paranóias de Keen... Uma delas (que até então não
parecia ser nada, mas pelo jeito é muito mais do que aparentava), se deu ao ter
um surto de perseguição e abordar o vizinho de quarto, revistando a bolsa do
mesmo, no estacionamento do Hotel, para saber se era um inimigo em potencial,
mas não encontrou nada. Só que ao decorrer do episódio nos deparamos novamente
com o vizinho, e surprise, ele estava mesmo a vigiando e seguindo, como pudemos
constatar após ele conversar amigavelmente com ela e ao entrar no quarto abrir
uma bolsa cheia de armas, que provavelmente serão usadas contra ela. A duvida
que ficou sobre essa situação foi: Para quem esse pupilo de Tom Keen estaria
trabalhando? Berlin? Outro vilão? O que nos resta é dar tempo ao tempo, para
ver até aonde vai esse plot, até então, misterioso.
O agente Ressler é um dos personagens
que mais me intrigam na série. Quando deixa de ser o pé no saco que era
antigamente e consegue conquistar um pouco mais com seu carisma, coloca tudo a
perder com seu excesso de ética diante da situação da cirurgia da criança e
ainda é um tanto quanto insensível em relação a posição da Keen. Ah, Ressler,
por favor, né?! Seja um pouco mais compreensível colega. Ainda mais por se
tratar de alguém que vem dando um suporte a você.
Eu achando que Mary-Louise Parker tinha
cumprido sua cota de participação na série, mas me enganei (e ainda bem). No
final do episódio vemos Red chegando a um local onde Naomi aparentemente está
morando, local isolado, ao que pareceu. Chegando próximo a ela, a Mrs.
Reddington o recebe com um belo e sonoro tapa na cara. O que me pareceu foi que
ela estava lá contra a sua vontade, mas isso só será explicado no próximo
episódio.
Estudante de Administração, 21 anos. Apaixonada por filmes e séries, com uma queda maior para o gênero terror. Uma hunter assumida. Séries favoritas: Supernatural, House, Full House, Breaking Bad e Black Mirror.
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